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Endometriose Sintomas e Tratamento

Várias mulheres sofrem diariamente com os sintomas da endometriose, sem ao menos saber que tem a doença.

A endometriose é uma doença muito dolorosa que afeta uma a cada seis mulheres no período de reprodução.

Endometriose Sintomas e Tratamento

Sintomas da endometriose

O endométrio é o tecido que reveste internamente o útero.

Porém quando esse tecido se desloca para fora do útero e cresce em outras regiões como, trompas, ovários, bexiga, intestino e membrana que reveste a pélvis, pode causar dores intensas e muito desconforto no período menstrual com fortes cólicas por até duas semanas antes da menstruação, dores  nas relações sexuais, sangramento intenso, alterações intestinais, fadiga e até infertilidade.

Mas esse problema de crescimento  do tecido ectópico pode acontecer também em outras regiões, como pulmões, pleura e diafragma.

Estudos apontam que há uma relação muito grande com a carga genética, ou seja, existe maior chance de desenvolver endometriose se já existirem casos na família.

Por isso, muitas vezes os sintomas já começam aparecer nos primeiros meses após  a primeira menstruação e se agrava entre os 25 e 35 anos, quando é feito o diagnóstico.

O diagnóstico às vezes é tardio, pois não se dá muito valor de preocupação às dores, o que faz com que os problemas causados pela doença sejam de difícil tratamento.

Esse diagnóstico tardio pode levar a infertilidade, porque a inflamação forma aderências no peritônio e causa obstrução dos tubos que levam os óvulos para o útero.

Isso atrapalha e até mesmo impede o transporte do óvulo e do espermatozoide e por consequência a fertilização.

Estima-se que 50% dos casos de infertilidade feminina estejam associados à endometriose.

Outros órgãos afetados 

O pulmão, o diafragma e o nervo ciático são órgãos que podem ser afetados pela endometriose, mas é importante ressaltar que não é como um câncer que se espalha por todos os órgãos.

Fique atento aos sintomas como:

  • Tosse com sangramento
  • Dor ao urinar
  • Dor ao evacuar
  • Dores na parte posterior das coxas
  • Dores no ombro e pescoço do lado direito

Diagnóstico

Somente o profissional de saúde pode fazer o diagnóstico da doença, por isso ao perceber os sintomas procure ajuda especializada.

Serão feitos exames clínicos com toque retal e intravaginal, laparoscopia, ressonância magnética, ultrassom especializado para identificar a real situação do problema.

Assim o médico poderá identificar onde estão as lesões.

Tratamento

O tratamento em casos leves é feito com anti-inflamatórios e  anti concepcionais que interrompem o ciclo menstrual.

Em casos de lesões mais severas, a indicação é cirúrgica para a retirada dessas lesões com o intuito de preservar o útero em mulheres em idade reprodutiva e que desejam ter filhos, mas há casos em que se torna necessária a retirada total dos ovários e útero.

A cirurgia é feita por videolaparoscopia, uma técnica delicada,com anestesia geral, porém menos invasiva.

 No caso do tratamento com medicamentos, deve-se levar em conta os efeitos colaterais e quando a opção é a cirurgia é preciso saber se a mulher já teve seus filhos, pois no caso de histerectomia isso não será mais possível.

Todos os tratamentos requerem acompanhamento de um profissional de saúde, nesse caso um ginecologista, e é preciso seguir corretamente as indicações médicas, tanto no uso de remédios quanto na cirurgia.

Tomar cuidado com os horários da medicação, guardar repouso, evitar esforços excessivos, exercícios físicos no período de recuperação, no caso da cirurgia.

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